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20 junho 2013

Puma GT: Homenagem à paixão nacional

 
Para falar deste carro, é preciso contar a história de sua pintura. O proprietário de um galpão, onde este Puma brasileirinho está guardado, conta que o exemplar veio de seu irmão. Mas antes, “seu primeiro dono, conhecido do projetista da Puma, estava entusiasmado com a Seleção Brasileira de Futebol que, em 1970, trouxe o tricampeonato.”

Pois é, para torcer pelo tetra em 1974, nada teria apelo tão forte quanto o mais bonito de todos os carros nacionais pintado com as cores da bandeira. A pintura personalizada, verde e amarela, foi feita sob orientação de Anísio Campos, o prestigiado designer que trabalhava para a montadora. 

Importante lembrar que na época o Brasil vivia um sentimento de nacionalismo grande. Havia sido Campeão do Mundo de Futebol e Emerson Fitipaldi trouxe o primeiro troféu de Fórmula 1 para o país. O “Made in Brasil” ia como um selo de qualidade nos carros vendidos para fora do país.

Fato
 - Os modelos Puma conquistaram seus fãs ao redor do mundo. Somente do modelo GT foram exportados para mais de 50 países. Sucesso ímpar! De Willys à Volkswagen, a pequena empresa nacional incomodou as grandes na briga pela fatia de mercado dos esportivos. 

Embora a Puma fosse uma empresa pequena, que adaptava a mecânica à sua proposta estética, não chegava com preço exorbitante ao consumidor. A linha GT, entenda motor Volks, vinha se aprimorando e em 1969 o propulsor aumenta a potência e passa para 1,6 litro. O intuito era envenenar o belo carro. 

“Com esse Puma, que estava em excelente estado de conservação, rodei bastante” comenta o colecionador com entusiasmo, “O motor 1600 tem funcionamento irrepreensível e mostra disposição, graças ao baixo peso do carro. Numa estrada onde hoje o comum é manter velocidade próxima dos 120 km/h, o carro não demonstra falta de fôlego e passa a sensação de estar na “maior vula”.”

Produção
 - Os Pumas eram montados em pequena linha de produção, ocorrendo invariavelmente algumas imperfeições. Somente a partir de 1973 adota um sistema mais simétrico de fabricação. “Pode parecer estranho, mas, na época, a maioria dos carros em plástico reforçado com fibra de vidro – como os Lotus ingleses – exibiam diversos defeitos quanto ao acabamento de suas carrocerias” diz o colecionador que zela por este belo GT, exemplo que mostra que o inconveniente não era exclusividade brasileira.

Porém, em 1990, abriram as portas para as importações e modelos mais evoluídos e atraentes entraram no mercado. A pequena empresa Puma não resistiu. 

Créditos:  Web Motors

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