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05 janeiro 2013

Karmann Ghia ganha espírito de Porsche



BELISA FRANGIONE
FOTO: SÉRGIO CASTRO/AE
Segundo a mitologia grega, Fênix é um pássaro que, depois de morto, pode renascer das próprias cinzas. O Karmann Ghia Porsche 1966, que pertence ao filósofo paulista Maurício Marx, tem uma história semelhante. A diferença, é que em vez das cinzas, o carrinho ressurgiu de um monte de ferro retorcido.
Em 2006, Marx soube, por meio de um amigo, que a carcaça do carrinho de número 77, que pertenceu a Wilson Fittipaldi Jr., o “Tigrão” e José Carlos Pace, o “Moco”, quando competiam pela escuderia Dacon, estava em uma oficina próxima ao Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. “Os componentes de Porsche, como motor e painel com conta-giros, haviam sido retirados. Durante a restauração tentei colocar peças semelhantes às originais”, conta o filósofo.
Dono da Autorizada Volkswagen Dacon, o engenheiro Paulo Goulart decidiu criar uma equipe de competição em 1964. Ele importava motores Porsche 1600 do tipo 95-SC e os instalava em carrocerias de Karmann Ghia. Daí surgiu o nome composto do veículo.
A escuderia competiu durante um ano apenas, período no qual conquistou vários campeonatos. Entre eles, levou a Prova Prefeito Faria Lima, em São Paulo, e a 1000 quilômetros de Brasília, ambas em 1967.
O lendário carrinho de número 77 está recebendo os últimos retoques para um grande desafio: correr a 1000 Milhas Históricas, em junho. Wilsinho Fittipaldi já confirmou presença como um dos pilotos. “Se lá ele quiser o carro de volta para repetir os feitos históricos dele, empresto na hora”, brinca Marx.

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